quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A ferida que não Sara.

A máscara que caiu de ti um dia.
Feriu, doeu, decepcionou.

A doçura que existiu em ti um dia.
Sumiu, evaporou, amargou.

A cada sol que nasce,
a cada lua que se renova,
a minha tristeza não desbota, não descora.

A tua mão muito mal estendida,
a nossa amizade muito mal considerada,
e o perdão nunca pedido (como posso dá-lo?)
Me despedaçam, me afobam, me derrotam.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Só love.

O amor não enxerga,
o amor não tem promessa.
Ele é uma eterna credulidade.

O amor é só verdade,
é sempre comoção,
é sempre sem razão...

O amor não se põe na balança,
pois não há prato que lhe caiba.

Não há coragem que se meça...

O amor não permite corrompimentos,
ele é pureza que exala.

O amor aceita, acredita, venera e admira,
e pra sempre vai se admirando... admirando....

Porque o amor é simplesmente amor. Ele por si só se explica, se define, se admite.
Ame quem puder,
quem acreditar,
quem decidir se entregar.

sábado, 20 de agosto de 2011

...

...E as roupas vão se amontoado... se amontoando...
As tarefas vão se acumulando... se acumulando...
E a preguiça aumentando... aumentando...
...
O tempo vai passando... passando...
O meu coração se apertando... se apertando...
E o meu pranto continua derramando... derramando...

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Quantos corações cabem em mim?

Há uma só vida.
Há uma só alma.
Há um só corpo.
Deveria haver um só coração.

Mas há batidas fortes.
Há descompasso.
Aliás, nunca houve compasso.
(Seria arritmia ou disritmia?)

Cabe tantas emoções.
Cabe tantos amores.
Cabe até mais de uma paixão avassaladora
num mesmo espaço de tempo.

Cabe amores escondidos.
Cabe amores calados.
Há os que todos sabem
e os que ninguém sonhou saber.

Há os que não pediram para entrar.
Há os que eu pedi para que acontecessem.
Há os vividos e não vividos.
Há os que morreram com o tempo,
e há os que eu nunca deixarei morrer.

Há os impossíveis que se tornaram tão possíveis...
Ah... Mas sempre há os impossíveis!

Há os que eu pergunto como existiram algum dia,
e há também, os que um dia, eu terei que vivê-los.

Há, então, nesse descompasso algo diferenciado?
Existe dentro desse peito mais de um Dele?
Quantos Deles têm aqui?

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Banho a Banho.

Agora toda madrugada uma alma vem tomar banho no meu chuveiro.
Começa lá pelas duas da manhã,
o chuveiro dá sinal de vida,
poucas gotas começam a fazer barulho,
o soar é enorme porque na madrugada todos os sons se aumentam.
Mas o que me intriga é que o banho é bem ralinho,
uma água pouca, sabe? Mas é só pensar direitinho pra pôr fim a intriga.
Alma é etérea. Não tem muita sujeira pra lavar.
Não deve ser alma penada, pois a água não seria pouca.
E já que só são algumas gotas, deve ser uma alma um pouquinho
podrinha, mas no mais iluminada que vem toda noite purificar-se no meu banheiro!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Quem sabe isso quer dizer amor?

Estava eu, observando os detalhes do meu blog, e vi uma frase que faz parte dele e que eu nunca prestei atenção de fato (já que foi escrita a tanto tempo) "Textos desvairados, sonhos multicoloridos e músicas que falam demais". É extamente a descrição do que é que contém no meu blog, no entanto, aqui nunca houve um post dedicado para as músicas que falam demais. Eu amo música, escuto todos os dias os mais variados gêneros, sou aberta a qualquer estilo musical contanto que a música tenha uma melodia que me agrade. E eu não posso deixar de colorir o meu blog com uma música maravilhosa, que fala de tudo e mais um pouco, que é a música Quem sabe isso quer dizer amor?, cantada por Milton Nascimento. Confesso que tinha um pouco de aversão as músicas de Milton, porque achava que ele se demorava muito em uma única frase, e deixava a música um tanto cansativa (a exemplo: Coração de estudante), mas essa música carrega uma letra linda, uma melodia digna de canção de ninar, e Milton emprestou uma voz doce que embala qualquer pessoa. Vale a dica para baixar, escutar e se apaixonar. Aqui embaixo segue a letra da música e um link para um vídeo da mesma:

Quem sabe isso quer dizer amor?

Milton Nascimento
Composição: Márcio Borges e Lô Borges

Cheguei a tempo de te ver acordar
Eu vim correndo à frente do sol
Abri a porta e antes de entrar
Revi a vida inteira

Pensei em tudo que é possível falar
Que sirva apenas para nós dois
Sinais de bem, desejos vitais
Pequenos fragmentos de luz

Falar da cor dos temporais
Do céu azul, das flores de abril
Pensar além do bem e do mal
Lembrar de coisas que ninguém viu
O mundo lá sempre a rodar
E em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor,
Estrada de fazer o sonho acontecer

Pensei no tempo e era tempo demais
Você olhou sorrindo pra mim
Me acenou um beijo de paz
Virou minha cabeça

Eu simplesmente não consigo parar
Lá fora o dia já clareou
Mas se você quiser transformar
O ribeirão em braço de mar
Você vai ter que encontrar
Aonde nasce a fonte do ser
E perceber meu coração
Bater mais forte só por você
O mundo lá sempre a rodar,
E em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor,
Estrada de fazer o sonho acontecer.

Link, vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=j68Mxg2ux78&feature=related

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

As provas

O que são papéis cobertos de textos e questões de múltipla escolha? O que são dias e horas marcados para avaliarem você? E se aquele dia não for o melhor? E se naquele dia você não estiver bem? E se você errar por um descuido uma alternativa? Ôpa! Já perdeu uma vaga na universidade. Porque erros não são permitidos. E porque não? Cometer erros significa não estar preparado? O que sabem da sua vida e da sua inteligência de fato? Se você não acertar responder as perguntinhas daquele papel,  significa que você não é inteligente? E todos os livros que você leu, e toda a experiência que a vida lhe deu, o que as pessoas ensinaram, os filmes que assistiu, as verdadeiras lições que aprendeu, de nada lhe servem?
O vestibular deveria ser um tete-à-tete, um tipo de prova oral diferente. Mas nada de reclamações! Nesse Brasil onde poucos têm chance, já deveria estar muito contente de estar onde estou.