A menina foi atrás do que queria. Seu melhor amigo virou e disse: “Você não vai conseguir. Se eu pudesse não te ajudaria nessa.” Ela o olhou com amargura e se questionou calada se ele era realmente o seu melhor amigo. Que amigo era aquele que não sabia incentivar? Ela nunca faria isso com ele. Não mesmo. Começou a chorar. Na frente dele. Ah, como ela desejou se matar por causa disso. Mostrou a sua fraqueza. A sua insegurança, porque, o mais provável era ela não conseguir. Era como ir atrás do pote de ouro no fim do arco-íris, num tempo muito curto. Queriam colocar na sua cabeça que aquilo era uma bobagem. Mas não era. Não para ela.O seu amigo não se compadeceu com suas lágrimas. Ele estava meio transtornado. Talvez mais tarde se arrependesse do que havia dito. Ela sabia que ele não gostava de magoá-la. Mas magoou. Nada não. As lágrimas foram enxutas. O soluço engolido de modo a doer na garganta. E um sentimento que poucas vezes sentira em sua vida veio à tona naquele momento: vingança. Não uma vingança má, de querer dar o troco. Apenas uma vontade de calar a boca daqueles que duvidaram. De mostrar que PODIA e que IA conseguir. Não importa como ou o quanto se esforçasse. Mas era uma questão de honra.
Quinze dias depois. Muito antes do previsto, a menina conseguira. E não hesitou em ligar para seu amigo: “Consegui. A minha festa de formatura vai sair!” O que ela escutou? Uma vibração do outro lado da linha: “ Meus parabéns! Você é demais, sempre consegue o que quer”. Ok, ok talvez ele realmente não tivera a vontade de lhe magoar. Mas estava feliz agora. Era muito bom vencer.


